Essa é a minha primeira
postagem no ESMNML(mera coincidência com o TMDQA), serei
sucinto, pois para mim e uma novidade essa parada de escrever para quem eu não
conheço, ou não. Pois bem coleguinhas, vou falar sobre o Carro Bomba! Calma, não
é mais um tutorial de práticas terroristas na internet, mas
sim sobre uma banda paulistana que faz jus ao nome quando o quesito
e agressividade nas suas letras. Nascida no bairro do Jabaquara, eles já
estão por aí à praticamente dez anos, sendo que desses dez anos já enfrentaram algumas
mudanças no quesito formação e sonoridade, isso sem perder em
qualidade e principalmente no que me chama mais atenção neles, que são as
letras sempre pertinentes ao cotidiano de São Paulo ou de qualquer
outra grande metrópole nacional, aliás, letras essas cantadas no bom
e claro português. No começo da carreira dos caras o som era bem calcado
naquele hardão setentista com boas dosagens de um groove bem funkeado, deixando
claro a preferência de seus integrantes no
som produzido nos áureos anos 70. Com o passar dos anos e
dos álbuns, o som da banda foi ficando mais pesado, com claras influencias
de Black Sabbath e de metal em geral, suas letras cada vez mais acidas e com
boas críticas ao cotidiano e ao "cidadão médio" brasileiro.
Nesse post, que eu espero ser o primeiro de
muitos, vou deixá-los com um som do segundo trabalho deles (álbum esse que
eu roubei de sua terceira faixa o nome deste blog) e também com um belo trecho usado em uma das músicas do último álbum dos caras, aproveitando
o fato de que estamos começando um novo ano, e prestes
a presenciar novamente todo o característico e bem
conhecido modus operandi da
nossa simpática, divertida, alegre (é outros adjetivos que não cabem em mim)
sociedade tupiniquim.
"A praia lotada, a merda boiando, os cofres
abertos e todos dançando
Só pega no tranco após fevereiro e as magoas de março
rolam o ano inteiro
Mas isso nunca passa, só mais um temporal, a fé consola a massa, lá vem carnaval".
